A primeira coisa que você precisa saber — Passaporte obrigatório
Esta é a diferença mais importante em relação aos outros passeios saindo de El Calafate: você precisa de passaporte válido. O DNI argentino NÃO é suficiente para entrar no Chile por esta fronteira (brasileiros também precisam apresentar passaporte válido neste posto). Verifique se o seu passaporte tem pelo menos 6 meses de validade a partir da data da viagem.
🚨 Atenção: Muitos turistas perdem o passeio por chegarem sem passaporte ou com o passaporte vencido. O controle migratório em Cerro Castillo é rigoroso. Não há exceções. Se você tiver dúvidas sobre a documentação necessária, fale com a gente antes de reservar.
Os cidadãos da maioria dos países latino-americanos entram no Chile sem visto. Os cidadãos dos EUA, Canadá, Austrália e de alguns outros países europeus e asiáticos também entram sem visto. Verifique as disposições migratórias vigentes no Consulado do Chile ou no site oficial do Serviço Nacional de Migrações do Chile.
A alfândega chilena é muito rigorosa com produtos de origem animal e vegetal. São absolutamente proibidos: frutas, verduras, carnes, embutidos, queijos, laticínios, pão caseiro e qualquer produto agropecuário. Você pode levar snacks industrializados embalados (barras de cereal, chocolates), mas nada fresco. Os cães treinados da alfândega detectam qualquer alimento não declarado.
Programação do dia — 17 horas de Patagônia
- 6h00 — Saída de El Calafate. Pick-up no hotel a partir das 5h30.
- 6h00–8h00 — Viagem pela Rota 40 até o posto de fronteira Cancha Carrera (Argentina). O guia dá as boas-vindas e explica o procedimento na fronteira.
- 8h00–8h30 — Controle migratório argentino (Cancha Carrera) e depois chileno (Villa Cerro Castillo). O guia coordena o grupo para agilizar a travessia.
- 8h30–10h00 — Viagem por território chileno até a entrada do parque. Primeira parada: Laguna Amarga (flamingos, guanacos, primeira vista das Torres).
- 10h00 — Entrada no Parque Nacional Torres del Paine. Pagamento do ingresso.
- 10h00–14h00 — Visita aos principais pontos: Mirante Las Torres, Lago Nordenskjöld, Los Cuernos del Paine, Vale do Francês (do mirante).
- 14h00–15h30 — Almoço no restaurante do Lago del Paine ou lanche no mirante do Salto Grande.
- 15h30–17h30 — Visita ao Salto Grande do Rio Paine, Lago Pehoé e Mirante de los Cuernos.
- 17h30–18h00 — Saída do parque, retorno ao posto de fronteira.
- 18h00–18h30 — Travessia da fronteira de volta à Argentina.
- 18h30–22h00 — Retorno a El Calafate pela Rota 40.
- 22h00–23h00 — Chegada a El Calafate.
O que você vai ver — Os ícones do parque
As Torres del Paine
As três torres graníticas verticais que dão nome ao parque são monólitos de quartzito com mais de 2.500 metros de altura. Elas se formaram há cerca de 12 milhões de anos, quando magma granítico se intrometeu entre camadas de rocha sedimentar, esfriou lentamente e ficou exposto pela erosão glacial. O contraste de cores — granito cinza-claro nos cumes e rocha sedimentar escura nas bases — cria uma paleta visual única no mundo.
No passeio full day, elas são vistas dos mirantes da parte baixa do parque. Para chegar à base das Torres é preciso um trekking de 8–9 horas de ida e volta, o que não é possível neste formato.
Los Cuernos del Paine
Se as Torres são as protagonistas do parque, Los Cuernos são os coadjuvantes que roubam a cena. São três picos de cor dupla: uma base negra de ardósia e um topo cinza de granito. O contraste é fotogênico e único. O Lago Nordenskjöld, à frente deles, oferece o reflexo mais fotografado do parque.
Lago Nordenskjöld e Lago Pehoé
Os lagos do parque têm aquele azul-turquesa impossível, comum a todos os lagos glaciais da Patagônia. O Nordenskjöld é o mais extenso (30 km de comprimento) e oferece as melhores vistas de Los Cuernos. O Pehoé é menor, mas tem a iluminação perfeita no fim da tarde.
Salto Grande do Rio Paine
O rio Paine conecta o Lago Nordenskjöld ao Lago Pehoé através de uma cachoeira de cerca de 10 metros de altura que, no degelo da primavera, fica particularmente espetacular. Há uma passarela de madeira que permite se aproximar e sentir o spray da água.
Fauna de Torres del Paine — O que você pode ver?
Flamingos-chilenos (Phoenicopterus chilensis)
A primeira parada do dia costuma ser a Laguna Amarga, que em muitas épocas do ano tem colônias de flamingos cor-de-rosa se alimentando nas águas rasas. Eles são mais numerosos no verão (outubro–fevereiro).
Guanacos (Lama guanicoe)
Torres del Paine tem uma das populações de guanacos mais densas da Patagônia, com milhares de animais. Eles são completamente mansos com os humanos — especialmente os filhotes (chamados de chulengos) — e é bem provável que o ônibus pare várias vezes porque um guanaco resolveu atravessar a estrada.
Condores-andinos
As correntes térmicas das Torres criam condições perfeitas para os condores. Com uma envergadura de até 3,2 metros, planando sobre as paredes de granito, eles estão entre os animais mais imponentes do parque.
Puma patagônico (Puma concolor patagonica)
Torres del Paine tem uma das maiores densidades de pumas do mundo graças à abundância de guanacos. Mesmo assim, em um passeio de um dia as chances de vê-lo são baixas (10–20%). Os avistamentos são mais frequentes ao amanhecer e ao entardecer, em áreas afastadas das trilhas principais.
Fotógrafos de vida selvagem do mundo inteiro vêm especificamente a Torres del Paine para fotografar pumas. Alguns alugam 4x4 e passam semanas no parque atrás da foto perfeita. Se no seu full day saindo de El Calafate você vir um puma, considere isso um presente extraordinário da Patagônia.
O que levar e o que você não pode levar
- Passaporte válido (imprescindível)
- Jaqueta impermeável e corta-vento
- Fleece ou agasalho para o frio do lago
- Protetor solar e óculos de sol
- Câmera fotográfica / binóculos para a fauna
- Pesos chilenos ou dólares para a entrada do parque
- Cartão de débito/crédito internacional
- Snacks embalados (barras de cereal, frutas secas)
- Garrafa de água reutilizável
- Frutas e verduras frescas (a alfândega chilena confisca)
- Carnes, embutidos e queijos (proibidos pela alfândega)
- Pão caseiro ou produtos artesanais de padaria
- Animais de estimação (não podem entrar no parque)
- Drones sem autorização prévia da CONAF
Preços e o que está incluído — 2026
Preço do passeio: $350.000–$400.000 ARS por pessoa.
Inclui:
- Transfer de ida e volta El Calafate – Torres del Paine
- Guia bilíngue espanhol/inglês
- Gerenciamento da travessia da fronteira
- Em alguns casos, almoço em restaurante do parque
Não inclui:
- Entrada do Parque Nacional Torres del Paine (paga em pesos chilenos ou USD na portaria)
- Almoço (se não estiver especificado no pacote)
- Atividades adicionais dentro do parque (barco no lago, trekking guiado)
⚠️ A entrada do Parque Nacional Torres del Paine tem preço diferenciado: residentes chilenos pagam menos que estrangeiros. O preço para turistas estrangeiros é de aproximadamente USD 38 por pessoa na alta temporada (atualização 2026). Verifique o valor atualizado no site oficial da CONAF Chile.
Melhor época para ir
O passeio opera de outubro a abril. No inverno (maio–setembro) ele não sai de El Calafate, porque o parque reduz as operações e as condições na fronteira podem ser difíceis.
- Dezembro – Fevereiro: Alta temporada. Dias longos (luz até as 22h00), parque em seu máximo esplendor, mas também mais turistas. O parque pode ficar bem cheio.
- Outubro – Novembro: Boas condições, menos turistas que no verão, cores de primavera. Mais vento.
- Março – Abril: Nossa época favorita. Cores de outono excepcionais, menos turistas, vento mais moderado e preços menores em hospedagem e passeios.
Torres del Paine vs El Chaltén — Qual escolher?
Se você está planejando seus passeios saindo de El Calafate e precisa escolher entre Torres del Paine e El Chaltén, a resposta honesta é: são experiências completamente diferentes, e se você puder fazer os dois, faça os dois. Mas se tiver que escolher um, aqui estão todos os elementos para decidir.
💡 Regra de ouro: Se você puder fazer os dois, faça os dois — são complementares e completamente diferentes. Se só puder fazer um, o Chaltén não exige passaporte e dá mais liberdade de trekking. Se a fauna é a sua prioridade e você tem passaporte válido, Torres del Paine é imbatível.
Tabela comparativa: Torres del Paine vs El Chaltén
| Característica | 🇨🇱 Torres del Paine | 🇦🇷 El Chaltén |
|---|---|---|
| País | Chile | Argentina |
| Distância de El Calafate | ~330 km (4 h com fronteira) | ~220 km (2,5 h) |
| Documentação necessária | Passaporte válido (obrigatório) | Apenas DNI (para argentinos) |
| Tipo de paisagem | Torres graníticas, lagos turquesa, glaciares, estepe e floresta | Fitz Roy e Cerro Torre, vales glaciais, florestas de lenga |
| Trekking no passeio | Mirantes acessíveis, caminhadas curtas de 1–2 h | Livre: você pode fazer a Laguna de los Tres (7–8 h) por conta própria |
| Fauna estrela | Puma, guanaco, flamingo, condor | Condor, huemul, guanaco, aves patagônicas |
| Preço do passeio 2026 | $350.000–$400.000 ARS + entrada | $120.000–$112.000 ARS (mais econômico) |
| Melhor época | Outubro–abril | Novembro–abril |
| Bom para famílias | Sim (as paradas são acessíveis) | Sim, com caminhadas opcionais conforme a disposição |
Quando escolher Torres del Paine?
Torres del Paine é a escolha certa se a fauna é a sua prioridade absoluta. O parque tem a maior densidade de pumas da Patagônia, flamingos cor-de-rosa nas lagoas e milhares de guanacos que às vezes bloqueiam a estrada. As paisagens são mais dramáticas e variadas: granito vertical, lagos de cores impossíveis, glaciares e estepe. É mais turístico e mais desenvolvido que o Chaltén, o que pode ser uma vantagem ou uma desvantagem dependendo do seu perfil.
Quando escolher El Chaltén?
El Chaltén é mais selvagem, mais próximo e mais flexível. Você não precisa de passaporte (para argentinos e muitos latino-americanos), chega mais rápido e, o mais importante, tem liberdade total de trekking: o ônibus deixa você no vilarejo e você faz a caminhada que quiser. A Laguna de los Tres, com o Fitz Roy de frente, é um dos trekkings mais acessíveis e espetaculares do continente.
Se você tem só um dia de passeio e é a sua primeira vez na Patagônia, o Glaciar Perito Moreno costuma ganhar o debate — é o ícone absoluto de El Calafate e uma experiência única no mundo. Se você já o conhece ou tem dois dias, faça um dia de Paine e outro de Chaltén. Você nunca vai se arrepender.
A travessia da fronteira em detalhes
Cruzar a fronteira argentino-chilena para chegar a Torres del Paine faz parte da experiência, e para a maioria dos visitantes acaba sendo mais simples do que se espera. Aqui contamos exatamente o que acontece para você não ter surpresas.
Os dois postos de fronteira
No trajeto El Calafate – Torres del Paine são cruzados dois controles de fronteira, um por país:
- Cancha Carrera (lado argentino): controle migratório da Gendarmería Nacional Argentina. Aqui você carimba a saída do país.
- Villa Cerro Castillo (lado chileno): controle migratório da Polícia de Investigações do Chile (PDI) e controle fitossanitário do SAG (Servicio Agrícola y Ganadero). Aqui você carimba a entrada no Chile e a bagagem é inspecionada.
Na volta, o processo é o inverso: você sai do Chile por Cerro Castillo e entra na Argentina por Cancha Carrera.
Que documentação você precisa?
O requisito é simples e não tem exceções: passaporte válido. O DNI argentino não é válido para cruzar esta fronteira. Os cidadãos de países latino-americanos (Uruguai, Brasil, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia etc.) também precisam de passaporte para entrar no Chile por este posto. Os cidadãos europeus, norte-americanos e de outros países de fora da região igualmente devem apresentar passaporte válido.
⚠️ O que acontece se o seu passaporte for recusado? É uma situação muito rara, mas possível: passaporte vencido, passaporte danificado que a máquina leitora não reconhece, ou algum problema no sistema migratório. Nesses casos, o guia não pode fazer nada para ajudar você a cruzar — as decisões migratórias são tomadas pelo pessoal da fronteira e são inapeláveis no momento. Verifique a validade e o estado físico do seu passaporte antes de sair de El Calafate.
O processo na alfândega chilena (SAG)
O controle fitossanitário chileno do SAG é o mais rigoroso da América do Sul e tem um propósito ecológico real: proteger o ecossistema agrícola chileno de pragas e doenças. Os cães treinados do SAG detectam com alta precisão alimentos não declarados.
O que o SAG confisca sem exceções:
- Frutas e verduras frescas de qualquer tipo
- Carnes, embutidos e frios (mesmo embalados a vácuo)
- Queijos e produtos lácteos
- Pão artesanal e produtos caseiros de padaria
- Sementes e plantas
- Mel e produtos apícolas
O que você pode levar: snacks industrializados embalados (chocolates, barras de cereal, biscoitos embalados de fábrica), água mineral engarrafada e medicamentos (com receita, se forem controlados).
Quanto tempo demora a travessia?
No total, o processo de travessia na ida (Argentina + Chile) demora entre 30 e 60 minutos, dependendo da época do ano e da quantidade de veículos no posto. O guia coordena o grupo e organiza os documentos para agilizar o processo.
A travessia em Cerro Castillo é relativamente rápida porque é uma fronteira pequena em uma região remota — não tem o congestionamento do Paso Los Libertadores ou do Paso Cardenal Samoré. Na alta temporada (janeiro–fevereiro) pode levar até 45 minutos; fora de temporada, em 20 minutos você está do outro lado. O guia conhece os horários de menor tráfego, e o ônibus sai cedo também por esse motivo.
Para viajantes não latino-americanos
Os cidadãos dos EUA, Canadá, Europa, Austrália, Nova Zelândia e da maioria dos países asiáticos entram no Chile sem visto para estadias turísticas de até 90 dias. No entanto, devem preencher o Cartão de Turismo (TMCE), entregue na travessia. O guia tem os formulários disponíveis no ônibus. Guarde o canhoto do cartão, porque ele será solicitado na saída do Chile.
Os melhores mirantes do parque
Torres del Paine tem dezenas de mirantes, mas em um passeio full day saindo de El Calafate o tempo dentro do parque é de cerca de 7–8 horas. Estes são os pontos que o roteiro normalmente cobre e o que você vai encontrar em cada um:
Laguna Amarga — A porta de entrada do parque
É a primeira parada ao entrar no parque. A Laguna Amarga (assim chamada pela cor da água, tingida por algas e minerais) é o ponto onde se paga a entrada e onde os flamingos-chilenos costumam estar presentes em grande número. Daqui também se tem a primeira vista frontal das Torres del Paine no horizonte. Tempo necessário: 20–30 minutos.
Lago Nordenskjöld com Los Cuernos — A foto de capa
Se existe uma imagem que define Torres del Paine no mundo inteiro, é esta: o lago Nordenskjöld turquesa em primeiro plano, com Los Cuernos del Paine (negros embaixo, cinzas em cima) refletidos na água. Em dias sem vento, o reflexo é perfeito. O lago tem 30 km de comprimento e suas águas vêm do degelo dos glaciares do Paine Grande. Tempo necessário: 30–45 minutos para aproveitar bem e tirar fotos.
O Lago Nordenskjöld com Los Cuernos ao fundo é a foto de capa de Torres del Paine. Se o dia estiver limpo e você chegar entre 10h00 e 12h00, a luz lateral do sul cria um reflexo na água que é de outro planeta. Leve o tripé se você é fotógrafo — as fotos de longa exposição nesse espelho d'água são memoráveis.
Salto Grande do Rio Paine — O som da água
O Salto Grande é a cachoeira onde o Rio Paine conecta o Lago Nordenskjöld ao Lago Pehoé. Com cerca de 10 metros de altura e um volume impressionante na época do degelo (novembro–janeiro), o som da água se ouve antes de vê-la. Há uma passarela de madeira que permite chegar a poucos metros do salto. Distância a pé do estacionamento: 500 metros. Tempo: 30–40 minutos.
Lago Pehoé — O entardecer no fim do mundo
O lago Pehoé é menor que o Nordenskjöld, mas tem uma posição excepcional diante do maciço do Paine Grande. Nele fica o famoso Hotel Lago Pehoé (uma ilha conectada por uma passarela). No fim da tarde, a luz cai sobre o Paine Grande de forma lateral e cria tons alaranjados sobre o granito. Tempo necessário: 20–30 minutos.
Mirante de los Cuernos
Um ponto de parada às margens do Lago Nordenskjöld com vistas diretas e sem obstruções de Los Cuernos. É diferente do ponto do lago porque aqui você pode ver a escala completa dos picos e o vale que os cerca. Se o tempo permitir, há uma caminhada de 20 minutos ida e volta até um nível mais alto, com vistas melhores do conjunto. Tempo necessário: 30 minutos.
Laguna Azul (se o roteiro permitir)
A Laguna Azul fica no setor nordeste do parque e tem um dos melhores reflexos das Torres del Paine, porque as vê do lado oposto ao habitual. Nem sempre é incluída nos roteiros de full day saindo de El Calafate por uma questão de tempo, mas se o grupo estiver adiantado no cronograma, alguns guias a adicionam como bônus. Pergunte ao seu guia.
Vale a pena Torres del Paine saindo de El Calafate em um dia?
Esta é a pergunta mais honesta que você pode fazer, e ela merece uma resposta honesta: sim e não. Dependendo de quem você é e do que espera, a resposta muda. A gente detalha para você.
Os números reais do dia
O dia dura 16–17 horas. Dessas, aproximadamente:
- 8 horas de ônibus (4 de ida, 4 de volta) — incluindo os trechos no Chile
- 1 hora na fronteira (30 min na ida, 30 min na volta)
- 7–8 horas no parque — incluindo o almoço (1 hora)
Ou seja: você fica efetivamente no parque cerca de 6–7 horas de atividade. Não é pouco, mas é bom saber com antecedência.
O que você vai ver vs. o que você perde
O que você vai ver: os mirantes principais (Laguna Amarga, Nordenskjöld, Salto Grande, Lago Pehoé), fauna variada (guanacos quase garantidos, flamingos prováveis, condores possíveis, puma improvável mas possível), a travessia da fronteira como experiência em si, a paisagem da estepe e da cordilheira patagônica chilena, e as Torres del Paine dos mirantes baixos.
O que você perde: o W Trek (4–5 dias no mínimo), a base das Torres (8–9 horas de trekking ida e volta), o Vale do Francês por dentro (trekking de dia inteiro), o Glaciar Grey, as vistas do refúgio Chileno e a experiência de amanhecer no parque. Isto NÃO é o W Trek. É uma introdução espetacular ao parque.
Sendo honestos: a melhor forma de conhecer Torres del Paine é ficar 3–4 noites no parque e fazer o W Trek. O passeio de um dia é fantástico, mas você fica com gostinho de quero mais. E tudo bem — é isso que faz você voltar. Muitos dos viajantes que fazem o passeio full day voltam à Patagônia dois anos depois especificamente para fazer o W.
Para quem o passeio full day FAZ sentido?
- Viajantes que combinam El Calafate + Ushuaia e têm tempo limitado
- Pessoas para quem o W Trek é fisicamente impossível ou exigente demais
- Viajantes que querem "ver" Torres del Paine ao menos uma vez antes de decidir se voltam
- Famílias com crianças ou idosos que curtem as paisagens sem precisar de trekking extenso
- Fotógrafos que querem os mirantes icônicos em boas condições de luz
Para quem NÃO faz sentido?
- Pessoas que já conhecem Torres del Paine e querem ir mais fundo
- Quem odeia viagens longas de ônibus ou enjoa
- Trekkers que querem fazer o W ou o Circuito O (isso exige planejamento independente e vários dias)
- Viajantes com mobilidade reduzida que não conseguem fazer caminhadas de 1–2 km em terreno irregular
💡 Conclusão honesta: o passeio full day saindo de El Calafate NÃO é a melhor maneira de ver Torres del Paine, mas É uma maneira válida, linda e acessível para quem não pode ou não quer fazer mais. As vistas são reais, a experiência é memorável, e o parque vai impressionar você mesmo que o veja da janela do ônibus. Você não vai se arrepender.
E se você quiser ficar mais tempo em Torres del Paine?
Se o passeio full day deixou você com vontade de mais — e é muito provável que sim —, a boa notícia é que estender a viagem para ficar no parque é completamente possível e não é tão complicado quanto parece.
A base: Puerto Natales
Puerto Natales é a cidade mais próxima do parque (a 1 hora da entrada principal) e o hub logístico de todos os visitantes que fazem o W Trek ou o Circuito O. Tem uma oferta hoteleira variada (de hostels econômicos a lodges de alto padrão), excelentes restaurantes e todas as lojas de equipamentos de que você precisa para o trekking.
De Puerto Natales há ônibus regulares para o parque todos os dias na alta temporada. O serviço da Bus Fernández e de outros operadores sai às 7h30 e 8h00 e retorna ao meio-dia e por volta das 18h00.
O W Trek — A experiência completa
O W Trek é o percurso clássico do parque, chamado assim porque desenha um W entre os principais atrativos. Exige 4 a 5 dias de caminhada com hospedagem em refúgios ou camping. Os refúgios (Chileno, Los Cuernos, Francés, Paine Grande, Grey) são reservados com meses de antecedência na alta temporada — é imprescindível reservar antes de viajar.
- Distância total: aproximadamente 75–80 km
- Desnível acumulado: 3.500–4.000 metros
- Dificuldade: moderada-alta (você não precisa ser atleta, mas precisa ter bom preparo físico)
- Reservas: vertice.cl ou diretamente com os refúgios
O Circuito O — Para quem quer tudo
O Circuito O é o W Trek mais um trecho pelo "lado oculto" do parque (o setor norte, menos visitado e mais selvagem). Exige 8 a 10 dias e é mais exigente que o W. A recompensa: o Paso John Gardner com vista para o Glaciar Grey do alto, uma paisagem que pouquíssimas pessoas no mundo veem.
Opção intermediária: trekking de um dia a partir de Puerto Natales
Se você não quer fazer o W completo, mas quer mais do que um passeio full day, pode se hospedar 2–3 noites em Puerto Natales e entrar no parque todos os dias por conta própria. As melhores opções de trekking de um dia:
- Base Las Torres: 8–9 h, o clássico. Você chega aos pés das Torres.
- Mirante do Vale do Francês: 5–6 h, vistas impressionantes do Vale.
- Salto Grande + Lago Pehoé: 2–3 h, ideal para o primeiro dia.
Comparativo de custos: passeio vs. viagem independente
| Opção | Dias | Custo aprox. por pessoa | O que inclui |
|---|---|---|---|
| Passeio full day saindo de El Calafate | 1 dia | USD 180–220 aprox. | Ônibus, guia, gerenciamento da fronteira |
| 3 noites em Puerto Natales + trekking de dia | 4 dias | USD 400–600 aprox. | Hotel, ônibus para o parque, entradas |
| W Trek (refúgios) | 5–6 dias | USD 800–1.400 aprox. | Refúgios, entradas, equipamento |
💡 O roteiro combo perfeito: El Calafate (2–3 dias, Perito Moreno) → passeio full day a Torres del Paine para conhecê-lo → você segue viagem até Puerto Natales (1 h de ônibus da entrada do parque) e fica 2–3 noites para fazer trekking de dia → ônibus de Puerto Natales a Punta Arenas e voo de volta. Assim você vê os dois lados da Patagônia sem perder tempo.
Onde se hospedar em El Calafate: Apart Mundo Austral
Apartamentos novinhos no coração de El Calafate. Cozinha completa, WiFi, Smart TV + Netflix, calefação central e estacionamento privativo gratuito. Mínimo de 3 noites. A partir de $50.000 ARS/noite (até 2 pessoas).
Ao se hospedar com a Mundo Austral, você pode reservar seus passeios diretamente com a agência — sem intermediários, pelo melhor preço.
Ver Apart e disponibilidade → 📱 Falar no WhatsApp
Pacotes e Combos em El Calafate
Se você quer aproveitar cada dia ao máximo e economizar, a Mundo Austral tem pacotes que combinam traslados do aeroporto + passeios. Comprando o combo, sai mais em conta do que contratar cada coisa separadamente.
Perguntas frequentes
Cruze a fronteira e conheça Torres del Paine
Uma das paisagens mais impressionantes do planeta, a 4 horas de El Calafate. Reserve com antecedência — as vagas são limitadas e esgotam rápido na alta temporada.