Dados-chave do Glaciar Perito Moreno
Onde fica o Glaciar Perito Moreno e como chegar?
O Glaciar Perito Moreno fica no Parque Nacional Los Glaciares, no sudoeste da província de Santa Cruz, Patagônia argentina. É uma das línguas de gelo do Campo de Gelo Patagônico Sul e uma das poucas do mundo às quais se pode chegar por terra e ver de frente sem caminhar sobre o gelo.
De El Calafate são cerca de 80 km até as passarelas, percorridos em aproximadamente 1 hora e meia pela Rota Provincial 11, totalmente asfaltada. Os primeiros ~50 km são estepe patagônica —onde você vai ver guanacos, ñandus e, com sorte, condores—; ao cruzar o Portal Río Mitre entra-se no Parque Nacional e a paisagem muda para bosque de lengas e ñires.
Há quatro formas de chegar: em passeio organizado (buscam você na hospedagem, com guia; é o mais cômodo), em carro alugado (máxima flexibilidade de horários para o amanhecer ou o entardecer), em ônibus regular desde a Rodoviária, ou em táxi/remís. Um detalhe importante: nem os passeios de passarelas nem os de trekking incluem a entrada do parque — ela é paga à parte.
Entrada do Parque Nacional Los Glaciares — preços 2026
A entrada para visitar o Glaciar Perito Moreno é cobrada pela Administração de Parques Nacionais (APN) e é um passe diário. Ao comprá-la é preciso indicar o ingresso pelo Portal Río Mitre (o acesso em direção ao Perito Moreno). Estes são os valores vigentes em 2026:
| Categoria | Tarifa |
|---|---|
| Geral (estrangeiro não argentino, maior de 6 anos) | $50.000 |
| Nacional (argentino, maior de 6 anos) | $25.000 |
| Residentes de Santa Cruz | $8.000 |
| Estudantes argentinos (com carteirinha) | $15.000 |
| Crianças 0–5 anos · Aposentados/pensionistas argentinos · Residentes de El Calafate, El Chaltén ou Tres Lagos · Pessoas com deficiência e acompanhante · Veteranos das Malvinas | Grátis |
Compra-se online em ventaweb.apn.gob.ar —recomendado na temporada alta (dezembro a fevereiro) para evitar filas— ou na bilheteria do Portal Río Mitre. Há 50% de desconto na segunda visita dentro de 72 horas, apresentando a entrada do dia anterior, e existem passes de vários dias (Flexipass) para quem combina passarelas e Minitrekking em datas diferentes.
⚠️ As passarelas estão incluídas na entrada do parque (são gratuitas uma vez dentro). O Minitrekking e o Big Ice são pagos à parte e também não incluem a entrada do Parque Nacional: sempre confirme o que o seu passeio inclui antes de comprar e não pague a entrada duas vezes.
Francisco Pascasio Moreno — O Perito que deu seu nome (sem vê-lo)
O glaciar não leva o nome de um presidente nem de um militar. Leva-o em homenagem a um cientista e explorador: Francisco Pascasio Moreno (1852-1919), conhecido popularmente como "El Perito Moreno" por seu papel como perito na definição dos limites internacionais entre a Argentina e o Chile.
Moreno nasceu em Buenos Aires e, desde muito jovem, mostrou uma paixão incomum pela história natural e pela exploração. Aos 17 anos já colecionava fósseis e conchas nas costas do Rio da Prata. Aos 25 empreendeu sua primeira grande expedição à Patagônia, adentrando territórios que nenhum argentino havia explorado cientificamente.
Em 1879, durante sua terceira expedição patagônica, Moreno chegou até as costas do Lago Argentino —lago que ele mesmo batizou para afirmar a soberania argentina— e explorou as bacias do rio Santa Cruz. Foi o primeiro explorador a descrever cientificamente a região onde hoje se encontra o Parque Nacional Los Glaciares.
Aqui vale separar o mito da história, porque quase todo mundo conta errado. Moreno nunca viu o glaciar que leva seu nome. Em 1877 chegou às margens do Lago Argentino e o batizou, mas não chegou a ver a frente de gelo. O primeiro avistamento europeu registrado do glaciar foi do capitão da Marinha do Chile Juan Tomás Rogers, em 1879. E o nome "Perito Moreno" foi dado, em homenagem, pelo tenente Alfredo Iglesias durante seu levantamento de 1899 (formalizado em seu informe de 1901) — décadas depois da visita de Moreno ao lago.
Dois esclarecimentos que corrigem os erros mais frequentes: "Perito" não é um nome nem um apelido, é um cargo —o de especialista técnico da Comissão de Limites com o Chile—; e o "P." de "Francisco P. Moreno" corresponde ao seu segundo nome, Pascasio, não a "Perito". Antes de se impor "Perito Moreno", o glaciar teve outros nomes: Rogers o havia chamado de "Francisco Gormaz" (por um hidrógrafo chileno) e o geólogo Rodolfo Hauthal o batizou de "Bismarck", nome que ainda aparece em alguns mapas alemães antigos.
Francisco Moreno doou ao Estado Nacional as terras que lhe haviam sido dadas como reconhecimento por seu trabalho científico —cerca de 25 léguas quadradas na Patagônia— para que fossem declaradas parque nacional. Esse gesto altruísta foi um dos precursores do sistema de parques nacionais argentinos. Foi uma das maiores doações de terras da história argentina.
A formação do glaciar — 30.000 anos de história
Para entender como se formou o Perito Moreno é preciso viajar até o final da última Era Glacial, há cerca de 18.000 anos. Naquele momento, toda a Patagônia até as costas do Atlântico estava coberta por camadas de gelo de vários quilômetros de espessura.
Com o aquecimento gradual que se seguiu ao máximo glacial, a maior parte desse gelo foi recuando. Mas na Cordilheira dos Andes, onde a precipitação em forma de neve continua sendo extremamente alta pelo choque dos ventos úmidos do Pacífico com a montanha, os glaciares conseguiram se manter.
O Campo de Gelo Patagônico Sul —do qual o Perito Moreno faz parte— é a terceira maior reserva de água doce do planeta, depois da Antártida e da Groenlândia. São 13.000 km² de gelo contínuo sobre a cordilheira, dos quais se desprendem em direção ao Atlântico e ao Pacífico os 48 glaciares mais importantes da Argentina e do Chile.
O Perito Moreno flui desde o Campo de Gelo em direção ao leste, descendo até o Lago Argentino. A cada ano, as precipitações de neve nas alturas renovam o gelo que se perde na frente. Na parte mais alta do glaciar, o gelo pode ter até 30.000 anos de idade.
O fenômeno que o tornou famoso — por que se manteve em equilíbrio por tanto tempo?
Durante cerca de 80 anos, entre meados da década de 1940 e 2019, o Perito Moreno manteve um balanço de massa próximo de zero: ganhava por neve quase o mesmo que perdia por derretimento e desprendimento, e sua frente ficava praticamente na mesma posição. Em um contexto em que quase todos os glaciares do mundo recuavam, essa estabilidade o transformou em um caso de estudo e alimentou o relato turístico do "glaciar que não encolhe". (Como você vai ver mais abaixo, esse relato hoje ficou desatualizado: desde 2019 o glaciar começou a recuar.)
Por que ele conseguiu esse equilíbrio durante tantas décadas? A resposta combina vários fatores:
1. Equilíbrio entre acumulação e ablação
Um glaciar cresce quando o acúmulo de neve e gelo supera a perda por derretimento (ablação). O Perito Moreno tem a particularidade de que sua zona de alimentação recebe precipitações de neve excepcionalmente altas —vários metros por ano— o que compensa exatamente a perda na frente.
2. A geometria do lago
A frente do Perito Moreno não cai em águas profundas (o que aceleraria o degelo por baixo), mas em muitos pontos a base do glaciar apoia-se no fundo do Lago Argentino ou está muito perto dele. Isso reduz o calving submarino que destrói outros glaciares.
3. Os ventos do Pacífico
Os ventos úmidos do Pacífico chocam-se contra a cordilheira e descarregam enormes quantidades de neve. Comparado com outros glaciares da região, o sistema de ventos que alimenta o Campo de Gelo Patagônico Sul na latitude do Perito Moreno é particularmente eficiente.
Os glaciologistas usam o Perito Moreno como "testemunha" para entender quais condições permitem que um glaciar se mantenha estável. Se pudéssemos replicar essas condições artificialmente em outros glaciares do mundo, poderíamos frear a crise hídrica que afeta milhões de pessoas que dependem dos glaciares para se abastecer de água doce.
Linha do tempo histórica
Por que o gelo do glaciar é azul?
Uma das perguntas que os visitantes mais fazem quando estão parados diante do Perito Moreno é: por que há partes do gelo que são de um azul intenso?
A resposta está na física da luz e na história do gelo. À medida que a neve se acumula camada sobre camada durante décadas e séculos, o peso das camadas superiores comprime o gelo de baixo. Esse processo de compressão tem dois efeitos:
- Elimina as bolhas de ar presas entre os cristais de gelo. O gelo recente (neve compactada) é branco porque as bolhas refletem a luz em todas as direções. O gelo velho e comprimido não tem bolhas.
- Reorienta os cristais de gelo em uma estrutura mais densa e regular.
O gelo sem bolhas absorve todos os comprimentos de onda da luz visível exceto o azul, que é refletido de volta para os nossos olhos. Por isso os icebergs mais velhos e as fendas mais profundas do glaciar mostram esse azul elétrico tão fotogênico. Quanto mais intenso o azul, mais velho e comprimido é o gelo: pode ter milhares de anos.
O gelo azul mais velho que você vai ver nas passarelas ou durante o Minitrekking tem entre 500 e 3.000 anos. Para ver gelo de 30.000 anos seria preciso perfurar até as camadas mais profundas do Campo de Gelo —algo que só os glaciologistas fazem com brocas científicas especiais.
As rupturas históricas — O espetáculo do século
Periodicamente, o Perito Moreno avança até tocar a Península de Magallanes, dividindo o Lago Argentino em dois. O braço sul (Braço Rico) fica "represado" atrás do dique de gelo e seu nível sobe gradualmente. Quando a diferença de nível entre o Braço Rico e o Lago Principal supera certo limite (geralmente 10-15 metros), a água começa a perfurar o gelo por baixo.
O processo pode durar dias ou semanas. Primeiro aparece um arco de gelo sobre o lago, sob o qual corre a água em forma de túnel. Esse arco vai perdendo gelo em sua base, afinando, até que um dia colapsa em uma série de explosões que soam como trovões e geram ondas enormes. É um dos espetáculos naturais mais impressionantes da América do Sul.
As rupturas são imprevisíveis. Não há data exata. Isso faz com que muitos turistas esperem dias nas passarelas, na esperança de estar presentes quando o evento ocorrer.
O Glaciar Perito Moreno avança ou recua? O que diz a ciência em 2026
Durante décadas a resposta foi "está em equilíbrio". Hoje já não é: o Glaciar Perito Moreno está recuando. Após cerca de 80 anos de estabilidade, entrou em uma fase de recuo documentado a partir de 2019, e o famoso relato do "glaciar que cresce enquanto os outros encolhem" ficou desatualizado.
O estudo de referência foi liderado pelo glaciologista Moritz Koch, junto a Pedro Skvarca (do museu Glaciarium) e Lucas Ruiz (do IANIGLA-CONICET), e foi publicado em 2025 na revista científica Communications Earth & Environment. Estes são os dados que ele aporta:
| Indicador | Antes | Desde 2019 |
|---|---|---|
| Afinamento da frente | 0,34 m/ano | 5,5 m/ano (×16) |
| Recuo da frente | ~100 m total (2000–2019) | ~700 m/ano (2021–2023) |
Isso significa que o glaciar vai desaparecer amanhã? Não. O que os cientistas dizem é mais matizado: o Perito Moreno deixou de estar em equilíbrio e recua desde por volta de 2019, sobretudo em sua margem norte, e sua recuperação é pouco provável em um contexto de mudanças climáticas. Mas continua de pé, continua sendo um espetáculo monumental e ainda está em contato com a Península de Magallanes. Os cenários de recuo rápido de vários quilômetros são hipóteses expressas no condicional pelos glaciologistas, não fatos consumados.
Seus vizinhos vão à frente nessa tendência: o Glaciar Upsala —o mais longo do parque, com cerca de 53 km— e o Glaciar Viedma vêm recuando de forma marcante há anos. O Perito Moreno foi durante décadas a grande exceção regional; hoje é parte do mesmo processo que afeta quase todos os glaciares andinos. Essa realidade faz parte do relato que nossos guias compartilham com cada grupo: o Perito Moreno não é apenas uma paisagem bonita, é um documento vivo do clima da Terra.
A Lei de Glaciares da Argentina
A Argentina sancionou em 2010 a Lei Nacional de Glaciares (Lei 26.639), que proíbe nos glaciares e zonas periglaciais toda atividade que possa afetá-los: mineração, extração de petróleo, obras de infraestrutura, entre outras. Também determina o inventário nacional de glaciares.
Essa lei, impulsionada por organizações ambientais e científicas, é hoje considerada uma das legislações de proteção glaciar mais completas do mundo. No entanto, sua aplicação enfrentou conflitos com interesses de mineração em outras províncias. Na região do Parque Nacional Los Glaciares, a proteção é efetiva.
Mitos e curiosidades do Glaciar Perito Moreno
A fama do Perito Moreno arrasta vários mitos que se repetem em guias e redes sociais. Aqui vão os mais comuns, corrigidos, e alguns dados que quase ninguém conhece:
- Mito: "Moreno descobriu o glaciar". Falso. Moreno batizou o Lago Argentino em 1877, mas nunca viu o glaciar. O primeiro avistamento europeu registrado foi de Juan Tomás Rogers em 1879.
- Mito: "Perito era seu nome ou seu apelido". Não: "Perito" era seu cargo, o de especialista da Comissão de Limites com o Chile. O "P." de Francisco P. Moreno é de Pascasio.
- Mito: "Se rompe a cada 4 anos exatos". A periodicidade das rupturas é irregular: pode ir de alguns anos a mais de uma década. Entre 1988 e 2004 se passaram 16 anos sem nenhuma ruptura.
- Mito: "É o único glaciar do mundo que cresce". O correto é que ele manteve o equilíbrio durante décadas —não crescia de forma líquida— e hoje recua.
- Curiosidade — a lenda do calafate: "quem come calafate, volta". É uma tradição tehuelche e dá nome à cidade de El Calafate.
- Curiosidade — Moreno linguista: ele tomou notas do idioma tehuelche e tentou montar um dicionário.
O Parque Nacional Perito Moreno, no norte de Santa Cruz, fica a cerca de 560 km do glaciar e não é o Glaciar Perito Moreno. Durante anos os mapas digitais misturaram os dois lugares e ainda há viajantes que terminam no destino errado. Se o seu plano é ver ou caminhar sobre o gelo, o lugar é El Calafate, não o parque do norte.
As passarelas do glaciar — circuitos para todos os níveis
Desde 1988, o Parque Nacional Los Glaciares conta com um sistema de passarelas de madeira que permitem se aproximar da frente do glaciar de forma segura. Hoje essas passarelas se estendem por cerca de 5,5 km em três circuitos diferenciados, cada um com seu próprio ângulo visual e nível de exigência física.
Circuito Superior — a panorâmica completa
O Circuito Superior é o mais longo e o que mais sobe em altura, chegando até os mirantes altos de onde você pode ver a frente completa do glaciar de 5 km de largura. Lá de cima, a escala do Perito Moreno torna-se compreensível de um modo que não é possível de baixo: é como ver um mapa feito de gelo vivo. O trajeto completo leva entre 2 e 3 horas em ritmo tranquilo. É o favorito dos fotógrafos pela amplitude visual.
Circuito Inferior — cara a cara com a frente
O Circuito Inferior desce até o nível do Lago Argentino e coloca você rente à água diante da frente do glaciar. Daqui a parede de gelo de 60 a 70 metros de altura é vivida em toda a sua monumentalidade. Os desprendimentos de gelo — o "calving" — ouvem-se e sentem-se no peito como trovões curtos. O nível da água e a costa permitem ver em detalhe o gelo azul mais antigo na base do glaciar. Tempo estimado: 1 a 1,5 hora.
Trilha Central — a vista direta ao Braço Rico
A Trilha Central oferece a perspectiva mais direta para o setor onde o glaciar entra em contato com a Península de Magallanes. É a partir deste circuito que melhor se pode observar o processo da ruptura quando ela ocorre: o Braço Rico do lago fica ao sul, represado pela parede de gelo. Em anos de avanço, a conexão entre o glaciar e a península é visível daqui. Tempo estimado: 45 minutos a 1 hora.
Se você tiver tempo, faça os três circuitos. Cada um mostra um Perito Moreno diferente. Se só puder fazer um, o Circuito Inferior é o que deixa a impressão mais profunda: estar ao nível da água diante de um muro de gelo de 70 metros é uma experiência que não tem equivalente. O Circuito Superior é ideal para combinar com o Inferior se você sair cedo.
⚠️ O acesso às passarelas está incluído na entrada do Parque Nacional. O preço do Minitrekking não inclui a entrada do parque — é preciso pagá-la à parte. As passarelas são gratuitas uma vez dentro do parque. No verão o parque pode limitar o ingresso por capacidade máxima — é sempre recomendável chegar antes das 10:00.
A experiência de estar diante do glaciar — o que você realmente sente
Nenhuma foto ou vídeo prepara totalmente para a primeira vez que você fica parado diante do Perito Moreno. A experiência é multissensorial, e é exatamente isso que a torna tão difícil de descrever.
A escala que não cabe no enquadramento
A frente do glaciar mede 5 km de largura e entre 60 e 70 metros de altura acima da água. Para dimensioná-la: é como se um edifício de 20 andares se estendesse por quatro vezes o comprimento do Estádio Maracanã. As fotos comprimem essa escala. Só quando você vê uma pessoa parada nas passarelas ao lado do gelo é que entende de que tamanho estamos falando.
Os sons do gelo
O glaciar faz barulho. Constantemente. Há um estalar de fundo —como o som de uma casa que se assenta, mas multiplicado— que vem do movimento interno do gelo. E depois há os trovões. De vez em quando, sem aviso, uma seção da parede se desprende e cai no lago com um estrondo que se sente nas costelas antes de ser ouvido. O tempo de reação é zero: o gelo já está na água quando o seu cérebro processa o som. Para muitos viajantes, este é o momento mais impressionante de toda a viagem à Patagônia.
O silêncio entre os sons
Entre os trovões do calving, o Perito Moreno tem uma quietude que se sente quase ameaçadora. O lago não tem ondulação própria. O glaciar não se move a uma velocidade visível. É um silêncio denso, azul, frio. Muitos visitantes que vieram por apenas meia hora acabam ficando duas ou três horas, hipnotizados.
🌡️ O microclima do glaciar: Quando você está nas passarelas, a temperatura percebida pode ser 5 a 8°C mais baixa que na cidade de El Calafate. O ar que desce do gelo é genuinamente frio, mesmo em janeiro. Leve sempre um casaco, ainda que o dia pareça quente quando você sai do hotel.
Como visitá-lo — os passeios disponíveis
Há quatro formas diferentes de vivenciar o Perito Moreno, e a melhor para cada pessoa depende da condição física, do tempo disponível e do que se busca.
Passarelas (acesso livre com entrada do parque)
A forma mais acessível e a que permite que todos os perfis de visitante dediquem mais tempo. Chega-se de van desde El Calafate até o parque, paga-se a entrada e percorrem-se os circuitos no próprio ritmo. Sem restrição de idade, sem equipamento especial. A duração nas passarelas varia entre 2 e 4 horas, conforme quantos circuitos forem percorridos. É a opção ideal para famílias com crianças pequenas ou idosos.
Minitrekking — 1 hora sobre o gelo
O Minitrekking inclui as passarelas mais uma travessia de aproximadamente 1 hora sobre o glaciar usando crampons. Os guias levam os crampons e ensinam a usá-los in loco. Navega-se cerca de 20 minutos desde o cais da baía até o ponto de embarque no glaciar. O trekking sobre o gelo percorre fendas, cavernas de gelo azul e vistas que das passarelas são impossíveis. Opera em todos os meses do ano. Não requer experiência prévia. Limite: condição física básica para caminhar 1 hora em superfície irregular.
Big Ice — 4 horas sobre o gelo
O Big Ice é a versão estendida para viajantes mais ativos. São 4 horas de trekking sobre o glaciar com crampons, chegando a zonas interiores inacessíveis no Minitrekking. Veem-se formações de gelo mais espetaculares, pequenas lagoas internas e panorâmicas de dentro do glaciar. Opera de outubro a abril — nos meses de inverno não está disponível. Requer bom preparo físico e calçado de trekking. Idade mínima geralmente 18 anos, máxima recomendada 60-65 conforme a condição.
Navegação ao glaciar (Safari Azul / Moreno Spirit)
A navegação se aproxima da frente do glaciar pela água, a uma distância de segurança mas perto o suficiente para ver o calving desde o lago. É complementar às passarelas, não excludente. A perspectiva desde o lago torna visível a base do glaciar que as passarelas não mostram. O azul do gelo abaixo da linha da água é especialmente intenso. Opera quase o ano todo com variações conforme as condições do lago.
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Perguntas frequentes
Viva a história em primeira pessoa
Você pode ler sobre o Perito Moreno ou pode estar parado diante dele. Recomendamos a segunda opção. Reserve seu passeio com a Mundo Austral.